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No distante ano de 1920, quase um século atrás, os EUA viviam a Era do Jazz. Vitoriosos e intactos, os americanos saíram incólumes da 1ª Grande Guerra (1914-18). Esbanjavam seus valorizados dólares. E a sociedade e os seus costumes ingressavam numa profunda transformação.

As mulheres conquistaram o direito de votar. Politicamente começavam a igualar-se aos homens. Com isso, outras conquistas vieram. A mulher, antes dona do lar, saiu de casa em busca da sua independência. A indústria, os eletrodomésticos e as posturas desenvolviam-se cada vez mais. Máquinas de lavar, comida congelada, lancherias. Tudo isso libertava a mulher do lar. E assim, mais tempo sobrava para ela divertir-se e curtir a vida.

E o clima era esse mesmo, o de aproveitar a vida. Abastados e livres, os americanos queriam curti-la de todas as maneiras. Ansiavam desprender-se dos velhos costumes, soltar-se das amarras da antiquada moral conservadora.

Mas é claro que toda essa euforia e transformação acabou sacudindo os rígidos costumes ianques. O jazz mexeu com a juventude e tirou a moral e os antigos bons costumes para dançar. Alarmados, os jornais reproduziam as censuras que os mais velhos bramiam. O The New York Times, por exemplo, incriminava as “curtas” modas das moças de 1920. “A mulher americana reduziu o comprimento de sua saia até um ponto que vai muito além de qualquer limitação imposta pela decência”, destacava um dos colunistas do jornal.

Pois é assim. A História parece, às vezes, fadada a repetir-se. Comprimentos de saia seguem fazendo a diferença. Antes eram as moças de vestidos pelos joelhos, ferindo a decência dos mais velhos. Hoje é a estudante do vestido mais curto, que mobilizou uma universidade contra as suas vestes e um país contra a universidade pudorosa. Cores, crenças ou curtos centímetros parecem continuar provocando revoltas e revoluções.

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Algumas boas histórias dos loucos anos vinte podem ser lidas, com gosto, no livro Seis contos da Era do Jazz e outras histórias, de Francis Scott Fitzgerald – beberrão e grande descritor dessa época, que ele mesmo batizou como a Era do Jazz. Entre elas está O curioso caso de Benjamin Button, recentemente adaptado ao cinema com Brad Pitt no papel de Benjamin.

Mundo invisível

Com uma singela espontaneidade, Elaine Brum narra uma metrópole que ninguém, ou quase ninguém, vê. Conta histórias de mendigos que se arrastam pelo centro cheio de pernas da cidade, loucos misteriosos andarilhos do mundo, imponentes estátuas esquecidas e mijadas. Reflete sobre os homens e suas existências num passeio pelo zoológico, com a mesma simplicidade que revela os esconderijos e as vidas de muitos esquecidos do mundo.

São vidas invisíveis que assumem formas pitorescas e humanas no texto ágil e escorreito da autora. Dotada de um olhar apurado e terno, ela busca os mais impossíveis cantos esquecidos da cidade. Apresenta-nos, muitas vezes com ternura e sentimento, mas sem cair no sentimentalismo bobo e exagerado, uma Porto Alegre que ninguém vê. Mas que agora está exposta em simpáticos traços no livro A vida que ninguém vê, lançado pela editora Arquipélago e vencedor do Prêmio Jabuti de 2007, na categoria livro de reportagem.

A leitura flui com extrema naturalidade. Os capítulos curtos e diretos vão prendendo a nossa atenção do início até fim. Depois de pegar é difícil largar. E vale bastante a pena prender-se a ele. Um sutil e original toque de realidade sobre o invisível cotidiano de uma Porto Alegre escondida e ignorada.

A Vida que Ninguém Vê, de Eliane Brum. Arquipélago, 208 pág., R$ 32.

Livros de Design

Dentro do tema Design duas dicas de livros que valem a pena, principalmente para quem é leigo no assunto.

Se você quiser aprofundar-se na História do Design, vale a pena conferir o livro: História do Design Gráfico, de Philip B. Meggs. Editora Cosac Naify, 720 pág., R$ 198.

Nele, Philip B. Meggs traça toda evolução da arte de conferir cor e forma a um produto. Parte das pinturas rupestres de Lascaux, feitas há mais de 10 mil anos, delineando as transformações e revoluções sociais e econômicas da humanidade, até chegar à pós-modernidade digital do séc. 21.

Uma outra dica de leitura, para quem pretende tornar-se um designer amador, descobrir alguns truques para incrementar os seus trabalhos, seria o livro Design para Quem Não É Designer, de Robin Williams. Editora Callis, R$ 49.

Mundo do design

Não esqueça de tomar a pílula

Criativa e prática embalagem de anticoncepcionais. Com um exclusivo sistema de abertura que expõe apenas as doses de uma semana, a criação ajuda no controle da dose da pílula.

A embalagem de Diego Silvério e Helder Filipov foi a vencedora no módulo estudante do Prêmio Abre Design e Embalagem 2008.

 

 

 

Band-Aid à rolo

A ideia de agrupar o band-aid em rolos, além de curiosa e criativa, visa reduzir os custos e o desperdício de material. Com a novidade, somem aqueles

desagradáveis papeizinhos colados na parte adesiva.

A iniciativa do estúdio Seoul Broadhong ajuda a resolver com criatividade os problemas ambientais.

 

 

 

 

Caixinha abre fácil

A Adms manteve a famosa e inconfundível caixinha dos Chiclets, mas acrescentou um toque de criatividade e praticidade. Com o centro picotado, é só partir a embalagem ao meio para pegar o Chiclets.

A inovação rendeu-lhe o Prêmio Abre de Design e Embalagem de 2009, na categoria Embalagem de Alimentos Doces. Além, de facilitar, e muito, o jeito de abrir a caixinha.

 

Mais sobre design de embalagens, com produtos criativos e inovadores como esses, você encontra no blog – http://blogs.abril.com.br/3designvisual

Eu só fiz amor

http://ijustmadelove.com

Em parceria com o Google Maps, esse site mostra onde, como e quando as pessoas fazem sexo. O sistema é simples. Você transa, entra no site, encontra no mapa onde deu-se o rala-e-rola, indica se foi sexo homo ou hetero, as posições e, se quiser, escreve um comentário.

Navegando pelo mapa-múndi do sexo, você pode ver os locais com maior concentração de gente transando, quantas pessoas fizeram sexo nas últimas horas e mais um monte de informações sobre os hábitos sexuais de quem posta suas atividades.

O site oferece a oportunidade de você detalhar ao máximo a sua transa, inclusive se ela foi em ambiente fechado ou na rua mesmo. Vale a pena dar uma olhada, talvez a sua curiosidade estimule-o a deixar uma contribuição. As publicações são anônimas, o que interessa é só o sexo, onde, como e quando.

Com a intenção de evitar o tempo gasto nas pequenas compras com cartão – passar o cartão, digitar a senha, entre outras demoras -, a MasterCard traz ao Brasil o PayPass. Sem precisar de senha, o cartão em forma de chaveiro só precisa ser passado na frente da máquina leitora, agilizando assim o pagamento.

O Rio de Janeiro é a primeira cidade da América do Sul a receber o novo produto. O chaveirinho serve como implemento do cartão de crédito, servindo apenas para compras de até 50 reais. Nos EUA a novidade já faz sucesso, principalmente nas entradas de eventos esportivos. Só o estádio dos Yankees, famoso time de beisebol de Nova York, já “realizou 26,3 bilhões de dólares em transações com esta forma de pagamento”, diz a matéria de O Globo.

Leia a matéria na integra – Cartão de crédito vira chaveirinho à prova d’água

 

O furdunço em torno das pílulas da inteligência, que chegou a produzir duas capas iguais de revistas brasileiras sobre ciências, deve-se principalmente por um estudo publicado na Nature e pela declaração de um grupo de neurologistas das conceituadas Universidades de Harvard e Cambridge.

O estudo mostra que 25% dos universitários fazem uso de medicamentos para melhorar a sua capacidade cerebral. Já os neurologistas apóiam e incentivam o uso de tais medicamentos, inclusive a liberação de muitos “tarja-preta” para o público em geral.

De acordo com a matéria de capa da Super desse mês (Nov/09), lá pela década de 70 um laboratório francês desenvolveu um medicamento revolucionário para o tratamento de narcolepsia, uma doença que causa sonolência excessiva. A tal droga é o modafinil, que após o seu lançamento, na França em 1994, virou moda como o nome. Logo descobriram uma série de efeitos interessantes dessa droga, o que abriu os olhos dos cientistas militares. Imaginem que o medicamento consegue deixar um vivente acordado por mais de 60 horas, sem nenhum comprometimento intelectual ou sinal de cansaço. Tudo o que um exército precisa. E os americanos e cia. não perderam tempo, foram logo dopando pilotos e soldados.

A droga alastrou-se pelo mundo, mas tirou o sono não só de quem a usava. Cientistas responsáveis começaram a refletir sobre uma série de hipóteses. Como por exemplo: Será que o uso prolongado pode levar a alguma complicação? Pois essa e outras perguntas ainda continuam sem uma resposta definitiva. A única coisa que se sabe por enquanto é que o consumo dessa e de outras drogas para melhorar a capacidade cognitiva tem crescido alucinadamente.

Buscando relatos da História e mantendo a cabeça no lugar, conclui-se que o ideal é sempre ter cautela nessas situações. Não entusiasmar-se com ideias repentinas e mirabolantes. Não deixar que cientistas eufóricos e malucos façam a sua cabeça de uma hora para outra. Pois, Freud dizia que a cocaína era um grande reforço para a mente; na Segunda Guerra, os Aliados e o Eixo, aliaram-se em torno das benzedrinas, entupiram-se de anfetaminas e deu no que deu, saíram dos eixos.

 

Leia mais sobre drogas para turbinar o cérebro – blog da Mayana Zatz, importante geneticista brasileira, na Revista Veja.